Resetando Terra Oca 3/3

Agora que fica meio difícil defender a Terra sólida, vamos começar a observar as possibilidades ocas.

A Terra oca com furos nos polos só poderia ser possível se a rotação da Terra fosse sempre constante e ela nunca tombasse em seu eixo, e entendendo que existe um desvio de um monte de graus podemos concluir que a coisa não é tão certinha. Para entender melhor, se um corpo plástico gira, ele tende a se deformar ganhando mais massa na "eclíptica" de seu giro e perdendo massa (ela é comprimida para a borda pela força centrífuga) conforme se aproxima do seu eixo de rotação. Assim são consistentes os furos nos polos, mas se esse corpo rolar no eixo antes de se solidificar, ele será fechado, logo, ou a Terra tem furos nos polos porque rodou só depois de solidificada ou então ela rodou antes de se solidificar e é lisa sem furo grande, mas com prováveis furos pequenos (bolhas sobre bolhas) em toda a superfície. Observemos que isso obrigaria a uma estabilidade de giro muito grande, impedindo o tombamento, a rolagem do globo terrestre seria estável como um joão bobo, dança, mas volta sempre à mesma posição. Isso explicaria a incidência de vulcões proximos às áreas equatoriais e tropicais, mas tornaria ilógica a possibilidade de vulcão polar, pois a massa nos polos seria tão pequena que provavelmente não teria como ignicionar o material interno (que não conseguiria enriquecer ao ponto físsil), logo, os polos e arredores seriam sem vulcão e sem uma fonte geotérmica grande. Isso podemos averiguar que não acontece bem assim, pois a Islândia (terra da descida do Prof. Lindenbrock) é uma fonte inesgotavel de vulcanismo, as Aleutas idem, sem contar com o polo sul, vulcão Erebus (o mais ao sul do mundo, 78º de latitude sul) e outros. Mas de qualquer forma não descarta a possibilidade das aberturas polares, e acaba legitimando mais material radioativo na "casca" da Terra, pois os vulcões podem ter sua origem na reação atômica, não de decaimento, mas de fissão mesmo, ou por fritação de carga elétrica, voltagem e amperagem insanamente brutais decorrentes da condição de capacitor da Terra (ainda mais se for em camadas cebolais!), isso pode fazer a Terra fritar nos pontos com uma diferença de potencial e resistência muito altas, os bolsões de magma de vulcões.

As medições de profundidade e composição do centro da Terra se dão através de ondas como sonares e radares, usa-se onda sonora e onda eletromagnética, e pelas interferências nas ondas se estima a composição, temperatura, densidade, pressão, etc. Essas ondas provavelmente sofrem uma interferência de pulsos eletromagnéticos que o ser humano não aprendeu a medir e faz as estimativas de forma como se ocorresse em um modelo que ele próprio estabelece, e isso tem como consequência uma montoeira de dados absolutamente equivocados.
Acrescento a isso o fato de que se a Terra é oca, os outros planetas também o são, quanto maior o planeta, tenderá a um oco maior, quanto menor, acabará por ser sólido ou oco dependendo dos elementos e materiais envolvidos em sua constituição. Quanto menos redondo, menos oco.
Entendendo que o centro dos planetas é oco, podemos supor que o ambiente será sempre mais propício à vida, pois é mais estável e tem uma fonte geotérmica com pouca perda para o espaço e, o mais importante, se um evento cataclísmico solar ou radioativo, de energia cósmica acontecer, os que vivem no centro têm muito mais chance de sobrevivência, pois a atmosfera interna é mais protegida, isso sem colocar os impactos "meteorísticos" em si.
Logo os seres do centro terrestre são inevitavelmente mais evoluídos, pois as extinções em ambientes equilibrados são menores!
E os do exterior são meio que boi de piranha, estão em cima ou como isca ou como primeira frente de combate.

Mas temos que levar em conta que a possibilidade de diversas camadas existe, mas tais camadas internas teriam que ter uma temperatura mais alta na medida de sua proximidade do núcleo (oco ou não), visto que o calor do núcleo acabou encapsulado pelas diversas (ou uma) camadas isolantes, como uma garrafa térmica dentro de outra.
Nessa situação, teremos uma "fauna e flora" em cada camada, e absolutamente distintas entre si, desde a composição até a cognição e sentidos necessários para a sobrevivencia, e isso ou pode gerar um desencontro para sempre (nunca se reconhecerão ou existirão uma para a outra, pois serão separadas pela barreira da percepção) entre as raças ou rixas irreconciliáveis.

As possibilidades que aqui proponho são zilhares de vezes mais afinadas e consonantes com a proposta da vida/percepção/evolução, proposta da própria Terra, que é a vida germinar e desenvolver no imponderável, onde se crê que não há vida, sempre se acha vida, desde o abismo abissal até fontes de geisers, e isso passando por pedaços de meteoritos, e olhe que só citei as vidas que o homem em sua tosca percepção, consegue reconhecer como vida!
Agora, imaginemos que as propostas de selenitas embaixo da lua, de marcianos embaixo de marte ou terráqueos em um mundo embaixo de nossos pés são absolutamente óbvias, e no meu entender, os seres mais difíceis de se reconhecer seriam os da Terra interna, pois nos conhecem e têm mais intelecto, logo podem zanzar entre nós, e muito provavelmente vêm influenciando o resultado de nossa evolução desde sempre.
Dessa forma, a lógica do mundo sólido é uma lógica morta, onde a Terra seria sem criatividade, seriam os seres superficiais e os ígneos e os eletromagnéticos, sem possibilidades para os seres intermediários, ou os de possibilidades térmicas diferentes. Em uma Terra oca, existem pelo menos dois mundos possíveis de reconhecimento por nós: o nosso exterior e o interior voltado para a núcleo, que podem inclusive partilhar atmosfera. Mas se houver outra bolha interna, o mundo interno de nossa bolha conviverá com um mundo de cabeça para baixo em cima dela, um mundo que foge a tudo o que conhecemos, é mais uma possibilidade que se afina com a proposta de nossa amada Terra, a de um mundo mágico, surpreendente, ao contrário de um mundo fixo e dogmático. Isso é coisa do homem e suas religiões e religiências.

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