Resetando "socioetologicamente"

Li há um bom tempo um estudo que entendo como a obra máxima da sociologia, mas na verdade é um estudo etológico!!!

Esse trabalho de John B. Calhoun, que vou descrever rapidamente, é o que entendo como o destino fatídico da humanidade. É um estudo feito com ratos em ambientes planejados.
No início, foi colocada uma dada quantidade de ratos em um determinado espaço plano, fornecendo tudo que fosse necessário para o bem-estar dos ratos: alimento, habitabilidade, asseio, espaço e ausência de predadores. Ao longo das gerações, notou-se que a quantidade de indivíduos variava apenas em uma determinada faixa e não saia dela, - o que se conhece por planificação de espécies, isto é, espécies atingem suas populações e oscilações destas de forma diretamente proporcional à quantidade de alimentos, à quantidade de predadores e, talvez o mais importante, ao espaço disponível.
Entendendo-se que existe uma oscilação desse estado populacional "ideal", Calhoun se perguntou se o mesmo ocorreria (estabilidade entre "consumidores" e "produtores" no meio ambiente) caso mudasse o ambiente de forma radical, criando, em volta desse espaço plano, um monte de prédios, tal e qual cidades. A partir daí a coisa degringolou sem parar!!! A rataria começou a trepar desarvoradamente, hedonismo total, sem predador, com muito alimento e possibilidades de parceiros aumentando, assim a população começou a crescer de forma galopante, chegando ao que conhecemos como metrópoles, cidades grandes, megalópoles.
Nesse estágio, os ratos já estavam totalmente estressados, já com o espaço exíguo, e síndrome de espaço confinado "pulando" de rato em rato. As fêmeas começaram a abandonar os filhotes (comê-los é relativamente comum, quando percebem que existe uma ameaça aos filhotes e à elas, as mães, as fêmeas dos ratos comem os filhotes. Mas não achem isso brutal, pois os "doutores" fazem experiências "curiosas" como, por exemplo, colocar uma fêmea de macaco e seu filhote sobre uma chapa quente. Inicialmente, a fêmea pega seu filhote do chão e protege-o no colo, mas a temperatura não diminui, aumenta, e passa o tempo, chega uma hora em que a fêmea joga o filhote no chão e fica sobre ele para diminuir o próprio sofrimento, e isso é "estudo ciêntífico" feito por "homens de ciência"!!!). Os ratos grandes ficaram muito mais agressivos e dominadores, os fracos e pequenos ficaram nas "periferias", e quando um "ratão" ousava se aproximar das periferias, ele era dizimado pelas hordas de "camundongos" subnutridos, exatamente igual a nossa sociedade.
Resumindo a coisa, a "sociedade de arranha-céus de ratos" atingiu um nível de estresse e deterioração tão grande que todos os ratos ficaram estéreis (não lembra a necessidade bizarra de bebês de proveta? Todo mundo precisando de viagra, de "dotô" pra ajudar espermatozóide manco e óvulo gorado!), e o mais novo deles estava com o equivalente de um homem de 50 anos, e "ratópolis" passou a ser apenas registros arqueológicos.

Estranhamente esse estudo não é divulgado, apesar de narrar de forma bastante pragmática a respeito do desenvolvimento vertical de metrópoles.
A razão das metrópoles serem um abismo sem volta é simples: o desenvolvimento vertical cria o espaço virtual. Explico: todo ser vivo tem um espaço mínimo de tolerância de convivência, essa estimativa é decorrente de diversos experimentos, como por exemplo confinamento de grupos em lugares fechados e, às vezes, nem tão fechados. E em metrópoles, como existe o desenvolvimento vertical, o ser em seu apartamento acha que está "longe" dos vizinhos, pois vê espaço livre, que é o espaço aéreo do seu andar. Mas esse espaço é virtual, ele não tem acesso a ele, e o único espaço real que sobra é a rua. Em Copacabana (o metro quadrado mais ocupado do brasil), se todos os habitantes descerem para as ruas ao mesmo tempo, a quantidade de gente seria tão absurda que ficaria fácil entender o que é o desenvolvimento vertical.

Mas voltando ao tema de como um estudo, que apesar de ser a mais óbvia mostra do futuro que nos aguarda, foi descartado...
Entendendo que somos animais, cagamos, fodemos, comemos, fedemos e somos mesquinhos como todos os outros, fica claro que o que entendemos como sociologia é um estudo cínico de coisa alguma, sobre nada, pois como animais absolutamente previsíveis, basta o mais básico método de estudo comportamental para prever, antever e apostar no futuro da raça humana e seu condicionamento.
Toda a retórica sociológica é equivalente a um "douto" dissertando as diversas maneiras de se empunhar um talher, quando o tema em questão é toda a cadeia alimentar desde a produção/criação/plantação até o alijamento final do bolo fecal! É coisa cínica, elitista e beócia, é como se tentassem fazer valer sem nunca terem feito (aliás quem faz é um em um milhão, mas a excrementíssima espécie sociológica prefere dizer que é fruto da civilização, algo que esses excrementíssimos doutos não conseguem fazer. Deixe-me ver se entendi, um exemplar faz, e a massa de alienados, que não sabe sequer como funciona o carro que dirigem ou as ondas hertzianas que são usadas até no..., é que ganha o mérito?? Me poupem!!) e dizer que os que fizeram só fizeram porque os que não fizeram não fizeram!!! Vomitemos em comemoração!!!

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