Resetando sexo de novo


O que somos? Somos consciência, somos percepção.
De onde viemos? Não viemos de lugar algum, estamos em todo lugar.
Para onde vamos? Para lugar algum, pois não existe o aqui e o lá.
Qual o nosso objetivo? A expansão da percepção, a expansão da consciência.

Sexo é reprodução, e força vital, prana, chi, ki, orgone, pulsão, todas são a mesma e única energia da qual dispomos, a energia sexual! Essa energia se expande "repartindo-se" — doando consciência e dando oportunidade de uma nova consciência nascer — ou então ela se expande em percepção plena, é a expansão da consciência. A consciência é a unidade de tudo, do infinito em si, o TAO, que é o mesmo que não ter consciência, pela impossibilidade de interação, e, se não há interação, não há consciência, embora ela sempre esteja "lá".
Esse é o fato, o resto são formas de interpretarmos o fato, pode ser filosófica, pode ser religiosa, pode ser científica, pode ser "sabedoria popular", pode ser o que a imaginação permitir, mas o fato é que só o que existe é consciência, é percepção, sem essas não há jogo em situação alguma! E entre nós, humanos, a forma de expandir a consciência (objetivo primevo de todos e TUDO) é reproduzindo ou “upgradeando-se” perceptivamente.

A sociedade precisa de células para se formar (assim como nós), para expandir sua "consciência", por isso sabota a expansão da consciência do indivíduo (célula) via fortalecimento do ser (upgrade) e estimula a expansão via sexual, a "cissiparidade total". E para que as células (os humanos) não percebam e continuem seguindo as prerrogativas sociais, a sociedade oferece uma "segunda alternativa", que é a tecnologia com possibilidade de expansão "upgrade" via bengala, com o uso de ferramentas além de nós mesmos, com o uso de outras fontes perceptivas, são as ferramentas externas, upgrades artificiais, cérebros eletrônicos, rápidas rodas, asas dos aviões, são as garrafas de oxigênio que nos permitem respirar onde não há ar, os paraquedas que impedem o esborrachar, etc.!

É evidente que a sociedade, como um organismo consciente que é, abomina a ideia de suas células entenderem que podem evoluir per si, pois isso implicaria em "câncer", "cancro", em seu corpo! Logo, a sociedade MATA a célula rebelde, pois luta por sua vida!
O mesmo fazem todos os seres vivos, matam as células rebeldes, discordantes da proposta do todo (o corpo em si), uma consciência maior, que contém as consciências celulares, que também são contidas por uma consciência mais abrangente (órgãos, tecidos, etc.) e assim por diante, tanto para "cima", quanto para "baixo", quanto para os "lados")!

Entretanto, tanto a sociedade quanto o humano fraco não percebem que só existe possibilidade do câncer nascer quando eles, como indivíduos, não estão sendo capazes de evoluir per si! Nesse momento, as células, os indivíduos dentro dessa sociedade (corpo) degenerada (quem não busca a expansão é degenerado), buscam individualmente expandir suas consciências!
Esse é o jogo da consciência, ela não pode estagnar, se o fizer, deixará de existir, se fechará em si mesma, será total, será una, indivisível, indescritível, indeterminável, incomensurável, inexistente, ela se tornará a proposta estúpida de deus!
Esse entendimento é fundamental, sem introjetar essa proposta absolutamente axiomática, não há formas de avançarmos em nossa evolução.

Com esse entendimento, começamos a perceber que os deuses abominam suas partes voluntariosas e não são os responsáveis pela formação dessas partes e nem das partes obedientes, quem o é é a CONSCIÊNCIA!
Assim, obedecer a deus é morrer para que deus viva, da mesma forma que viver é matar deus para que nós vivamos!
Aliás, já dizia Charles Baudelaire: "As nações não têm grandes homens senão contra a vontade delas, assim como as famílias." E completo afirmando e os deuses tampouco!! Para o boi ou o frango viverem, eles têm que exterminar os deuses que devoram eles!

O sexo é uma armadilha sensorial, é exponenciado de forma patológica para que todas as expectativas sejam depositadas nele, assim não sobra um átomo energético nos envolvidos para entenderem que estão em uma armadilha de aprisionamento da consciência, e estupidamente doam suas consciências (energia, orgone, chi, ki, prana, força vital) em orgasmos geradores de consciência fora deles próprios, expandem os outros (a sociedade) se dividindo, em vez de se expandirem abrindo as asas da percepção!

Caso tenham entendido o que coloquei, fica claro que não existe bom, mau, bem, mal, negativo, positivo ou quaisquer antagônicos, o que existe é a necessidade de interação para que exista a percepção e consequente consciência, seu outro lado, consciência percebe e percepção é consciente.

A sociedade, assim como os indivíduos, as células dela, estão profundamente doentes, tanto é que o que mais nasce em um e no outro são cânceres, isso é sinal claro de degeneração. E uma sociedade que prefere continuar sua sanha degenerativa em vez de se curar recebe o mesmo destino que os indivíduos que assim também fazem.

Só que, para entender de forma seminal, visceral, o que aqui coloco, é fundamental potência, e potência é energia sexual, a única que temos, logo, os fornicadores muito provavelmente continuarão tentando encontrar suas felicidades e nirvanas em sexos sonhos e sonhos sexos nas camas! A eles só sobra Brahma, mas Brahma precisa de Shiva! E Shiva é, na certa, nuclear chuva!

De tanto buscar gozar, não haverá o gozar no amanhã.
E os seres que entendem o jogo evolutivo entendem e respeitam a consciência, sabem que conscientes só morrem para as parasitas consciências, que buscam mais destruir consciência do que expandir consciência, mas, para as consciências deles, que é o que importa para eles, eles, conscientes, gozam e dizem: "Os infelizes gozadores preferem venerar consciência que digere a consciência deles, entendendo-a criador, em vez de entender que criador é criatura! Que oportunidade única perdem essas pobres gozadoras criadoras criaturas!"
De tanto almejarem criar para se tornarem criadores, se permitiram criaturas, passaram a ter crias que ninguém atura!
Crias de dar paúra!

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