Entendo a humanidade como presa de forças imponderáveis, tais forças são o que é chamado de deus.
Assim como prendemos animais para nosso deleite, somos presas de seres "deleituosos".
As cabeças pensantes de gados no pasto têm ciência de que os quase 6 bilhões de reses só "dominaram a Terra" graças a deuses (ou deus, depende do ponto de vista), só conseguiram ter seus "campos de força" farpados e "paus de trovões" divinos e protetores contra as predatoriedades no mundo natural e imprevisível depois que aceitaram ser mansos!
Não havia deus legal antes quando os bravos eram destemidos "minotauros", naqueles tempos, os minotauros eram caçados por predadores naturais e também pelos tais deuses, os bípedes pelados, e suas armas que matavam a distância!
Mas agora que são mansos (bois, goy, gado), começam a ver as "vantagens" de dar "apenas" suas vidas terrenas para ganhar a possibilidade de continuar no sonho gerado pelos modus vivendi aos modos de deus, sendo os escolhidos de deus ou de seus filhotes.
As reses sonham com suas eternidades repetentes, com suas "geladeiras" fornidas, com seus escudos protetores e divinos sempre permitindo-lhes o dormir solto, sonhando o sonhar dos mansos.
Amansadas através do confinamento, reprodução "seletiva" e alimentação farta, agora só desejam comer e sonhar e dormir.
Outros veneradores dos deuses humanos são os porcos, seres que já foram javali mas agora são apenas porcos, seres amansados, reproduzidos e engordados aos moldes do melhor "servir a deus"!!
O código genético do porco é ipsis literis o código do javali, ambos são o mesmo animal, mas já não são mais o mesmo animal, um é um porco sedentário com lombo semiarqueado pelo peso da pança (algo abundante entre os deuses dos porcos) e já congenitamente meio calvo (mais uma abundância...), uma clara seborreia pelo engordamento desnecessário e sedentário (algo deveras comum entre os "deuses astronautas" dos porcos).
O javali ainda ostenta o pêlo rígido e protetor, tem o lombo arqueado na forma mais protetora possível para seus órgãos vitais e tem as presas, robustas e devastadoras em combate.
E, claro, eles, os javalis, não acreditam nos deuses (não confundir com "não acreditam em deuses"), sabem que essas pragas são deuses só para os porcos!
Os porcos demonstram que não são ateus (e nem pios) negando a existência dos "predadeuses", acreditando assim ficarem livres da fúria divina e livres para encherem a pança e viverem estarrados na lama sem precisar se preocupar com nada, enquanto aceitam a proteção e alimentação nectívora e "ambrosiante" dos deuses pela eternidade.
Sabem que os predadores existem, e só virarão deuses quando aceitos como razão de ser por suas próprias presas, quando suas presas dizem: "Sim, vós sois meu deus e me entrego de corpo e alma para vós!" Antes disso, os "predadeuses" apenas exterminaram sistematicamente (em caçadas pelo maior troféu) todos os que sabiam de forma ululante que ser mais equipado para a dominação não implica em ser deus, implica em dominados fracos para o combate; e os javalis entendem que só fortes eles sobrevivem, não perdem tempo com menos do que ficar forte sem parar, mantêm seus espíritos de javali e não de porco!
Alguns animais que criamos se acham os hamsters fofos de deus, e esse hábito é legítimo, visto que hoje o que não faltam são híbridos de todo jeito e tipo feitos aos moldes de deuses cada vez mais "exigentes".
Os roedores são ótimos exemplos, se são rebeldes, são ratos, se "fofos" e tranquilos, são chinchilas, são preás, cobaias, porquinhos da índia ou os escolhidos de deus, os hamsters, os fofinhos que toda menina gosta de ter, os fofos que ficam em uma gaiola toda sofisticada com diversos andares e "brinquedos", e que a cada aniversário ganham um novo cômodo e, claro, muitas guloseimas!
Esses animais não entendem que não existe deus bonzinho, só existe deus predador, pois quem se dispõe a criar ou beneficiar alguma coisa que não ele próprio só o faz por necessidade, ou apenas capricho, não existe objetivo evolutivo para os criados pios (e pios criados), isso é balela de divindades que precisam dos súditos mansos e saborosos.
Algumas divindades comem as emoções de suas presas, como velhas enfastiadas e carentes que transformam um cão em um lulu de francesa, outras, matam para ficar com a pele, que só quem tem são as presas pias e não os deuses, um claro paradoxo, visto que o deus pode tudo, inclusive fazer ou ter peles do nada, ou deveria poder...
O fundamental a se observar é que toda divindade só existe para os mansos, os submissos, que os reconhecem divinos.
Se não somos submissos, sabemos que a única divindade realmente preocupada com nossa existência somos nós mesmos, as outras divindades ou querem se alimentar de nós ou querem nos criar para potencializarmos um universo artificial (que a divindade cria e recria todo dia através de crenças de pios criados e criados pios), universo onde ela é realmente divindade, um universo nascido da fragilidade de um espírito que não se garante, ao ponto de precisar de adoradores para poder se crer deus!!
Não importa qual animal venera ou quais os venerados, o que conta é que a existência de deus é apenas uma questão de estar ou não estar covarde (ou crente, dependendo da ótica)!! Não podemos permitir que esse estar covarde vire ser covarde, e para que isso não aconteça só existe uma solução: deixar de estar covarde, deixar de delegar aos outros nossas responsabilidades.
Se delegamos aos outros nossa segurança, viramos porquinhos da índia (aliás, um país perfeito para definir o que estou colocando); se delegamos a seleção de nossa alimentação, viramos porcos gordos e sebentos; se abrimos mão de nossa autonomia, viramos cães de rabos abanantes, venerando um deus, seja humano, seja o que for, sempre com o rabo entre as pernas e dizendo "sim, senhor" ou "amém".
Todos os animais, via de regra, são iguais, só existem virtuoses extemporâneos, só alguns fazem a diferença, o resto sempre foi, é e será bucha de canhão, e é fundamental que o bucha de canhão não perceba isso, ou então colapsa a proposta.
Se sabem que vão dançar, não terão nada mais a perder e sairão do controle, é por isso que é fundamental religião, para evitar o estouro da boiada!! As bestas-feras têm que acreditar que há alguma redenção divina e providencial, em um éden idílico gerado pelo "divino", de outra forma se debaterão até a morte (exemplo clássico são os drogados que se acabam até a morte nas drogas) ou até escaparão!!
Se escaparem, voltarão a ser selvagens, ficarão do lado de fora da cerca, em um mundo não mais lembrado pela mente piamente ou impiamente adestrada, mas que pode ser catalisado no espírito, mas não no de porco.
As opções por crenças divinas são diretamente proporcionais ao tamanho das pias submissões em batismais pias, mas passam inexoravelmente pela escolha de identidade, ser porco ou ser javali, ser ou ser, eis a questão.
Good news!
Eu não tô dizendo! :-D
A porcaria é reversível. :-D