Acredito que este texto será de grande valia!
Nadar, assim como escalar e correr, é uma arte fundamental, uma arte que tinha que ser ensinada desde a mais tenra infância, e sempre, sem parar, até o fim da vida!
A arte da fuga é a essência da existência, é a arte primeva dos sobreviventes.
Sem esquecer que a fuga dos olhos alheios, a camuflagem e o mimetismo são igualmente fundamentais, assim como a arte do combate.
Estar mestre na arte da fuga é garantir a sobrevivência.
Fica claro que qualquer educação que não passe por essa arte é completamente FALSA, é criminosa, é SABOTATÓRIA!
Saber nadar não é saber nadar em piscina, piscina tem água morta (água morta é água tratada, é água estagnada e isolada das outras águas), e água morta não é a mesma coisa que água viva (água que está no meio ambiente interagindo com tudo, são os lagos, os mares, rios e chuvas; observando sempre que poluição, químicos, temperaturas artificialmente elevadas, radiações artificiais, tudo isso mata a água)!
É nas águas vivas que é possível encontrar um porto seguro, e só nos quer bem aquele que nos ensina as artes maiores, as artes de sobrevivência, a da fuga, a corrida, a natação e o ascencionismo, técnica de escalar árvores, montanhas e tudo mais que apareça no caminho.
A arte da corrida passa, primeiramente, pelo relevo, na natureza não existem relevos isonomizados, assim a mais eficaz arte de corrida é corrida de orientação e o parkour (PK), uma ensina a se dosar, observar e tomar decisões, e a outra ensina a agir e ter o equilíbrio e confiança para extrapolar nos movimentos sem se danificar.
Corredor de estrada não exercita o tornozelo de forma eficaz, tampouco os joelhos, o movimento repetitivo desgasta e não aprimora nada, não existem repetições de movimento na natureza, a cada dia, a cada momento, o solo está diferente e necessita de uma abordagem diferente.
Correr bem implica em escalar bem, pois os relevos naturais e até artificiais são escalantes, assim exigem a arte de escalar. Ademais, o alimento e até a fuga imediata do campo de ação de um atacante não arborícola ou portador de arma de arremeço estão em cima de árvores!
SEMPRE, SUBINDO ALGUM LUGAR, DEVEMOS TER EM MENTE A REGRA DOS TRÊS APOIOS: só se desancora uma mão ou pé quando se tem o resto dos três membros bem fixos, papo de Dan Osman e seus voos verticais alucinantes é só para Dan Osman, e ele já morreu, mesmo sendo Dan Osman!
Escalando, nunca devemos apoiar em uma rocha com substratos vegetais ou terra ou plantas, pois raízes ou umidade acumulada em substratos podem fragilizar a rocha, tornando-a solta. Nunca se deve colocar a mão sobre touceiras ou moitas, pois é lugar de bicho morar, e uma picada de qualquer coisa é a última coisa que queremos em uma fuga ou até num treino!
Sempre precisamos ter em mente que o que subiu terá que descer, e descer é sempre mais difícil, embora aparentemente mais fácil, os santos não ajudam nunca, só atrapalham, e sempre atrapalharam!
Escalar é coisa séria, nas alturas o frio é mais intenso e o escuro chega com mais problemas, pois o olho fica acostumado com a luminosidade, tornando o lusco-fusco mais intenso! Além do que, o vento é sempre mais violento lá em cima! E vento no olho pode complicar a situação, pois carrega ciscos e poeira.
Mão forte é tudo para uma escalada, mão fraca é morte certa! O tornozelo e joelho são muito submetidos em rampas na descida e o cuidado deve ser redobrado, e esses têm que ser fortes como as mãos!
O entendimento de que na situação extrema de afundamento em lama movediça e queda de imensas alturas a oferta do corpo todo chapado é a salvação é de fundamental importância! É fundamental termos introjetado isso em nossas mentes, pois, no perigo, estamos sujeitos a taquicardias, respirações descompassadas e consequente baixa racionalidade.
Em quedas brutais, posicionar-se para o impacto de corpo todo divide o impacto em uma superfície maior, diminuindo o impacto pontual, além disso reduz a velocidade pelo arrasto aerodinâmico e pelo colchão que se forma com o ar comprimido sob nosso corpo em queda livre ― essa é a única forma de escapar com vida de quedas de alturas enormes! Em altura menores, o deslocamento do vetor de queda é o que há, dissipa-se para os lados e até forçando o deslocamento de partes do corpo para cima, como fazem os paraquedistas ao compensarem o movimento descendente do corpo no choque com o solo com a pendulação para o alto das pernas, mandando para elas parte da inércia da queda.
O mesmo deve ser feito quando somos presos em areias movediças, só o corpo esparramado reduz a pressão pontual sobre a superfície movediça de baixa densidade que são as areias movediças. Essas nada mais são do que água e sedimentos, terra ou areia, variando as configurações que as fazem mais ou menos perigosas: pressão de água insurgente, material mais leve que a água ou mais pesado, tudo isso tem que ser observado antes de se atacar esse tipo de terreno, que é reconhecido pela ausência de árvores ou vegetação de terreno não alagado.
Escalar é talvez a mais exigente arte de todas as artes de sobrevivência, a musculatura tem que estar afiadíssima! Até porque, em fuga, na natureza não existe corda de backup, não existe a chance do erro, acreditar em corda é o mesmo que acreditar em colete salva-vidas, paraquedas ou tênis na hora do pega para capar!
A catástrofe é catástrofe porque é inesperada! Assim, achar que vai estar preparado sobrevivencialistamente só porque corre na esteira da academia ou no circuito no asfalto é um erro que "só" custa a vida, portanto é fundamental que entendamos que sobreviver é IMPROVISAR, ADAPTAR.
Observo que o corpo leve é fundamental em qualquer situação, é menos peso parasita, menor inércia. Se observarmos uma pessoa leve ao ser atropelada, por exemplo, ela é arremessada longe, dissipando o impacto recebido em forma de movimento; ao passo que uma pesada, inclusive com grande massa muscular, absorve todo o impacto em sua própria estrutura. Nem preciso dizer que pessoa leve carrega menos peso, desgastando menos seu corpo, precisa de menor reposição energética e, se forte, tem melhor relação massa/potência, afinal, força é igual a massa vezes a aceleração. Um corpo de dez quilos, por exemplo, com aceleração de 100 tem igual força que um corpo de 100 quilos com aceleração de dez, vide Bruce Lee!
Resumindo: tolices de ficar grande é estupidez, mas gera mais ganhos para o sistema social, pois consome mais, se gasta mais e precisa de mais tudo para qualquer coisa! Não por acaso, os insetos são os animais com maior disseminação e diversidade! E esses sequer são atacados pela gravidade que sempre MATA corpo maior e mais pesado!
Natação, a arte de se deslocar, viver e sobreviver no mundo aquático primordial, é a volta ao útero, é a fuga definitiva (e a única forma de nos matarmos sem precisar de nenhuma outra força que não a nossa própria, é a morte escolhida e determinada, enquanto o mergulho no precipício é passível de arrependimento). O poder de segurar a respiração por muito tempo é fundamental, pois nem sempre a água é amigável ou a situação nos permite subir para respirar.
Conhecer a água é fundamental, pois é o "relevo" de fuga mutante por natureza e, o melhor, na água, ficamos quase invisíveis!
Nadar é saber usar o corpo (entender de forma holística, corpo, mente, espírito) de forma ótima dentro do meio aquoso.
Saber todas as técnicas de natação não fazem uma pessoa safa dentro d'água, basta que lembremos o papelão que o Gustavo Borges fez em uma "gincana aquática" nas arrebentações das praias cariocas, elas arrebentaram com as expectativas dele!
O que não falta são exemplos afogados, inclusive já afundados, que sabiam nadar e muito bem.
Então o que é que falta a essas pessoas?
Bom senso, inteligência!
Entrar em ambiente diferente exige atitude diferente!
Vamos observar as arrebentações, elas são feitas de espuma e água, espuma é ar com uma pitada de água, e é irrespirável.
E o mais importante: espuma não garante a sustentação do corpo, pois, em essência, é ar e não água, assim afundamos de forma fragorosa em meio ao espumeiro!!
Faz diferença saber nadar nessas horas? Só se for sob o aspecto psicológico, pois quem sabe nadar está mais apto para ficar calmo em situação de stress na água, só isso!
Quanto mais espumoso o "terreno", mais movediço é, tentar nadar nesse ambiente será sempre gasto energético estúpido e desnecessário!
O ar vai acabar rápido e, se ainda estiver em meio à espuma, o afogamento é quase certo!
A possibilidade de sustentação é inversamente proporcional à quantidade de espuma, bolhas de ar.
Em terra, na costa, a água que vem volta, assim, temos que entender esse processo de forma ótima para não sermos pegos de surpresa tentando voltar quando a água está debandando!
Na arrebentação, os caminhos das águas que vêm em ondas voltam como correntes e devem ser observados. Isso é relativamente fácil, as areias sempre denunciam os movimentos das águas e as águas prenunciam os movimentos das areias e vice-versa.
Onde existe ponta de areia é sinal que ali há uma fuga de águas, banhar-se nessas localizações é um convite irrecusável para ser levado pela corrente!
A areia forma a ponta exatamente porque a corrente está carreando-a no sentido que segue, ou seja, a ponta se forma na direção do sentido da corrente e é condenante.
Nadar em torno de pedras só é procedente se conhecemos a praia, de outra forma é sempre perigoso! pois a água que vem tem como canal de fuga, emparedado, os cantos da pedra, não tem como ser movidos, e assim, via de regra, cava-se um canal mais fundo em volta das pedras retirando a base de apoio pela fundura, e gerando rodamoinhos, são grandes causadores de tragédias aquáticas.
A maré influencia, de forma absoluta, os movimentos das correntes! A maré vazante, via de regra, é caixão e vela preta, pois vai levar o infeliz para bem longe no mar aberto, se o cabra não for safo e calmo, a morte será o destino esperado!
Nas arrebentações, também há indicações dos movimentos das correntes, onde a corrente está fugindo parece que a água ferve, as ondas sobem menos e enchem perdendo força, são as "bocas", "alarga mar" e outros termos regionalistas.
Como se defender dessas correntes?
Sempre observando que uma corrente não vai parar antes que você já tenha parado, ou seja, vai ficar cansado antes que ela reduza de intensidade, assim tentar lutar contra, só pode resultar em tragédia, se não temos força para vencer a corrente, usemos essa nossa fraca força para boiar, pois é isso que nos salvará, salvo se estivermos em praias infestadas de tubarões.
Se sabe nadar e está com força, nade em perpendicular ao sentido da corrente, é a única forma de sair dela.
Algumas correntes puxam para baixo, se alguma pessoa entrou em um mar que tem essas correntes sem saber nadar, foi por acidente, pois o mar, via de regra, está bravo.
Nesse caso, o negócio é esperar chegar no fundo, que geralmente estará bem perto, pois se a corrente está tão forte para puxar para baixo em praia aberta é sinal que está em local "raso" (3 a 5 metros). De outra forma a coluna de água teria que ser absurdamente grande para gerar corrente em grandes profundidades.
Observo que essa questão se observa em praias com grande plataforma continental, como são todas as praias brasileiras, já no pacífico o buraco é bem mais embaixo, pois afundam de forma abrupta por conta da parede andina ou das rochosas (coluna "vertebral" de todas as américas de sul a norte levantadas pela placa do pacífico empurrando-as para cima e sendo comrpimida para baixo), elas são profundas mesmo próximo à beira e as massas de água são monumentais, nesse caso correntes para baixo são comuns, até porque as ondas mais volumosas forçam as águas avançadas a recuarem por baixo, praias do pacífico nas américas são bem mais perigosas, até porque tem o famoso tubarão branco que confunde com leões marinhos e outros pinipedes o corpo humano.
Exemplos extremos de correntes coriolíticas verticais, rodamoinhos são os monstruosos maelstroms (maelstrom de saltstraumen é tido como o mais brutal do mundo), rodamoinhos medonhos nos fiordes (fjords) noruegueses gerados pela maré vazante, enforcadas pelas paredes de rocha, ali não tem jeito, entrou, fodeu tudo! Só mesmo o Príncipe Valente (Criação de Harold Foster) dos quadrinhos para se manter remando para fora deles até eles murcharem!
Esse entendimento é dinâmica de fluidos básica, os venturis (estreitamentos em passagens de fluidos) têm uma lei simples: a pressão dinâmica é inversamente proporcional à pressão estática. A pressão dinâmica é a pressão no sentido do fluxo, é a velocidade de deslocamento do fluido no "duto", e a pressão estática é a força exercida pelo fluido nas paredes do duto. Ou seja, quanto mais forte uma, mais fraca estará a outra de forma diretamante proporcional.
Não são comuns, em arrebentações pequenas, correntes formadas por grandes massas de água, pois a quantidade de água que vem e que vai sair é "só" o volume das ondas.
Entretanto, em praias mansas, existem as correntes de grandes massas de água, são os canais que comprimem as águas nas baias fazendo-as aprisionadas e mansas, são nessas condições que a questão do "chifre de areia" (ponta de areia) deve ser severamente observada.
Essas correntes são absurdamente fortes e não há a menor chance de escapatória, não adianta pé de pato, não tem papo, só vai sair da corrente se essa for de uns 3 até no máximo uns 6 km/h (nadador exímio), pois a velocidade de uma pessoa com pé de pato não será mais alta que 5 km/h por não mais que poucos minutos, assim, se a velocidade da corrente for maior, inexoravelmente a pessoa será carregada!
Não existem praias "seguras", existem praias com mais ou menos sujeições a correntes, apenas isso.
Essas observações não servem perfeitamente para a lida em rios e lagos de água doce, mas, de qualquer forma, servem de base de entendimento.
Em águas doces, nossa flutuação é severamente golpeada, a água doce nos deixa muito mais pesados, afundados dentro dela do que a água salgada.
Na lagoa de Araruama se percebe bem a flutuação maior graças ao sal, no mar morto, com águas com altíssimas concentrações de sal, é possível flutuar sentado lendo um jornal e "navegar" ao sabor do vento com o jornal de vela!
A densidade da água é determinante em nossa flutuação, assim como a temperatura dela (esse fator pesa muito pouco, pois são raras águas quentes e, se muito quentes, matam só pela temperatura).
Flutuar em águas abertas e doces exige alguns entendimentos para estarmos senhores da situação.
Se a água é confinada, como em lagos, a profundidade é a principal causa dos infortúnios, águas profundas geram correntes convectivas, insurgências e ressurgências fortíssimas! Além disso, em regiões de grande calor, as trocas térmicas geram "sumidouros" em meio às ondas marolantes, é fundamental cuidado nesses lagos! Por exemplo, depois de um período de calor forte, um vento forte aparecendo gera ondas em todas as linhas de água, e as águas estratificadas pela temperatura vão começar a rolar umas sobre as outras gerando zonas de baixa e alta pressão (a água mais profunda são frias, mais densas e as da superfície são mais leves) em toda a superfície agitada, isso em todas as linhas d'água, já não tão identificáveis nessa altura dos acontecimentos.
Para entender a dinâmica da situação, observemos as pequenas marolas que se formam ao longo de uma beira arenosa em uma lâmina de água (lagos e lagoas) com uma leve brisa. As pequenas ondas vêm subindo a areia e, vencidas pela gravidade (inclinação da areia), escorrem, obrigando a água que vinha atrás a subir (é a formação da onda) para que elas possam passar por baixo, voltando. Se a areia estiver quente, ela esquenta a água que, quando volta, pela temperatura, desce à força, gerando maior turbulência.
O vento, ao mesmo tempo, com sua direção estabelece a perfeição da formação da onda ― tudo isso e um pouco mais estabelecem a diferença entre onda e agito, o swell perfeito e o mar agitado, quando no mar.
Em mares, rios e lagos nunca se mergulha para frente sem os conhecer, pois na frente pode ter uma vala, ou até pedra oculta pela água ou areia, só com uma pontinha de fora. Esse papo de mulher mergulhar com bunda para o alto para mostrar que é gostosa só funciona em praia conhecida, como em Ipanema, onde só se vê isso! Em praia desconhecida, qualquer prudência é relevante, mesmo que o mar se mostre amigável.
Na água doce "fechada", quanto mais profundos são os lagos e lagoas, mais o risco de ser puxado para baixo é maior do que de ser levado para o lado!
Águas rasas geram ondas maiores e correntes horizontais geradas pelo vento, assim, o risco com lagos de água rasa são as ondas que esgotam muito mais do que em água salgada, pois o corpo não flutua tanto e a água tem menor viscosidade, fazendo as ondas serem mais curtas e sequenciadas, pegando o nadador o tempo todo, sem dar nem um empuxo que nos faça subir e descer ao sabor das ondas. Ondas de água doce não são faceis para nadar, o preço é o maior esgotamento do nadador, pois o nariz e boca ficam sob bombardeio de água sem parar, isso prejudica severamente a respiração. A Lagoa dos Patos é matadora por isso, é rasa (tem a média de dois a três metros de fundura) e quando bate o rebojão sobe onda grande e extenuante.
Assim, água doce é água que exige mais preparo físico.
No caso dos rios, temos um capítulo à parte, rios são perigosos na mesma proporção que são os doadores de vida por onde passam!
Rio é SEMPRE muito perigoso, não importa o tamanho, até porque muitos rios trocam de tamanho como trocam de roupa, tirando a capa de chuva e colocando-a!
Se viu marolinha chegando sequenciada corra como quem corre do demônio, pois na cabeceira choveu e o panorama vai mudar em alguns segundos. Inclusive vi no iutube uma cena que nunca sairá de minha cabeça: Uma multidão estava observando uma cachoeira abaixo (acho que na Bolívia, já não acho mais o vídeo, só tem um semelhante inclusive na quantidade de pessoas, só que na ìndia), de repetente começaram a surgir umas marolinhas contínuas onde estavam, quem percebeu logo já foi indo em direção à margem na pressa, os mais estúpidos vieram devagar como se tivessem todo tempo do mundo, resultado: ficaram ilhados em uma pedra uns cinco infelizes a menos de três metros da margem, a água não parou de subir e, em menos de 15 segundos (na verdade contei exatos dez segundos para que não fosse mais possível atingir lugar seguro, o resto do tempo foi só tortura dos infelizes já completamente impotentes contra o destino), o rio que estava seco subiu sobre a pedra e levou todos em um mergulho de mais de 100 metros de altura. Todos a volta estavam olhando sem poder fazer NADA, foi só gritar e olhar o destino funesto dos imprudentes, lentos e vacilantes (uma menina poderia até ter se arremessado e teria sido pega pelos espavoridos espectadores, mas vacilou o segundo que tinha e foi junto em uma morte dantesca). Os corpos foram achados quilômetros à frente! Cena pesadíssima! Não se brinca com as forças da natureza!
Nos rios, o que existe é uma tubulação, as laterais e o fundo o terreno são os delimitadores (paredes) do tubo e, em cima, a massa d'água da superfície é a parede superior do tubo. A água que passa embaixo sempre está em movimentos coriolíticos, pois todo fluido confinado em um duto sempre gira em função do relevo do tubo e localização geográfica (efeito coriolis) ― a razão do giro obrigatório é banal: a massa de água que vem está sendo empurrada pela massa anterior de água e assim subsequentemente, as massas freiadas pela massa d'água da frente, que se move porque está sendo empurrada gera um "deslizamento" lateral em função dessa resistência ― isso, em sequência, é um espiral, um redemoinho horizontal.
Ou seja, dentro de rio, se sair da superfície, será tragado lateralmente, e com a potência de deslocamento da inclinação da queda d'água ― se for uma inclinação pequena, um grande volume é o fator desgraçador; em inclinação severa, tudo é uma desgraça só se não estivermos preparados e, mesmos preparados, é complicado!!
Toda vez que vemos aqueles pequenos torvelinhos na superfície do rio com ressurgências fortes é sinal de água extremamente perigosa! Em rio, a forma de se nadar é o mais chapado na superfície possível, pois o risco de galhada é alto, pedras também, e sobretudo, da CORRENTE confinada abaixo da superfície.
Tudo isso deve ser compreendido de forma personalista, pois cada rio é um rio e cada um é cada um, temos que conhecer o rio para termos uma noção de como aplicarmos o entendimento da dinâmica das águas.
O fundamental é sempre entender que, contra a corrente, as chances de êxito despencam, assim, sempre utilizamos as correntes, mesmo que não a nosso favor, pelo menos menos contra nós mesmos, ou seja, seguimo-las até que consigamos atingir um porto seguro.
Em rios, sempre atravesse em diagonal a favor da corrente, o grau do ângulo de ataque varia de acordo com a força da corrente, temos sempre que entender que vamos entrar aqui e sair lá longe!
E continua valendo a regra do chifre (curvas dos rios pelo lado de dentro), da língua, quando o terreno forma uma ponta, sempre é a força da corrente que a molda e, ela ali forma sempre uma zona de baixa pressão em torvelinho sempre no lado de dentro, para onde a corrente corre. Nessa posição podemos ficar presos ou podemos ser puxados para baixo, pois ela é formada pelo "vácuo" da massa d'água que corre amassada na parede oposta da curva, ela é o "ponto de pivotação" da água gerando o torvelinho na superfície, que é um redemoinho estático confinado pela geometria da proposta.
Sempre pontas de areia indicam corrente, a inclinação da ponta diz a direção da corrente e onde fica a depressão da ponta, o arco menor da ponta, o "de dentro", tem sempre uma zona de baixa pressão fazendo com que a corrente deposite muito entulho, que pode ser um lodaçal movediço e mortal.
A tendência da ponta, da língua, é virar um chifre, cada vez mais recurvo, até que os materiais depositados ao longo do tempo pela tragada da baixa pressão façam com que vire uma restinga, um local como um mangue ― com terra fofa não compactada pela corrente coriolítica gerada pela baixa pressão e ao acúmulo de substratos carreados, lixiviados assoreados em decomposição fabulosa, pode ser areia movediça.
Onde há pedras, seja em que água for, os movimentos das águas por conta da dureza das pedras são violentos e disruptos, imprevisíveis, onde há depressão, puxa para baixo, e, quando tem elevação, força pelos lados. Rios fortes para rafting não podem ser entendidos como brincadeira, qualquer queda na água pode significar afogamento, pois buracos, locas, túneis feitos pelas rochas sempre tragam a pessoa para baixo e a prendem lá, e não há como saber onde eles existem se o espumeiro e agitação são muito fortes.
Águas TÊM que ser respeitadas SEMPRE!
Esse conhecimento deveria ser passado às pessoas pelos pais desde a mais tenra infância e rebatido nas escolas, nos graus mais fundamentais do ensino, inclusive com apoio de agentes remediadores, como bombeiros e salva-vidas no geral. Isso é ensinamento fundamental de vida, diferente de tolices que só servem para a manutenção da máquina promíscua, degenerada, social, estatal, dos senhores de engenho.
Esse conhecimento salva vidas de forma real, as pessoas passam a ser suas próprias salva-vidas em vez de dependerem de salva-vidas outros! Não se dá a boia antes de se ensinar a nadar!
Não existe nenhuma programação para ensinar as pessoas a sobreviverem, se houvesse o estado parasitário estaria dançado, pois as pessoas, sabendo se virar, teriam mais audácia para mandar esses excrementos parasitas à merda.
Só que eu pergunto: Quantas famílias não foram destruídas por uma tragédia em um momento de lazer à beira da água?
Qualquer animal que se desloca em massas de água aprende a nadar com a própria Mãe em tenra idade! Mas existem milhões de humanos que nunca aprenderam a nadar nem a se comportar em ambiente aquático, sequer os infelizes entendem a que tipo de perigo estão expostos e expõe seus filhos! É aquele lance: Ensina-se mulher a achar que sexo é fundamental, sobretudo o feito desseletivamente de forma cafajeste, ensinam a beber alcool, ensinam que ela deve, mesmo tendo parido, correr atrás de valete para sexuar em vez de criar a prole; garante-se inclusive creche e pensão alimentícia para a cria para que a genitora possa ir para a bandalha tranquila, e são essas mães as que mais desgraçam os filhotes, pois não têm NADA a ensinar! É a engenharia do caos!
Ensino de natação e dinâmica de fluidos aplicada tem que ser matéria escolar desde o pré-primário.
Ensinar a cantar imbecilidades e ouvir historinha de merda de fadas e gnomos, dar aulas de sexo ou de viadagem aplicada com tempero de politicamente correto só tem um único objetivo: DEGENERAR!
Se observarmos, o estado é de tal forma degenerado que garante a morte de pessoas em enchentes graças à obediência às indústrais automobilísticas!
Qualquer vidro e trava elétricos de carro entram em curto em contato com a água das enchentes. Se o carro é tragado pela água, as pessoas dentro estão condenadas à morte, pois, sob chuva, ninguém abre a janela e, se estão travadas as portas, os ocupantes do veículo ficam sem fuga, já que não há força humana que abra uma porta com algumas toneladas de água empurrando em contrário! Quebrar o vidro? O vidro deixa de ser vidro, vira um muro de vidro com a espessura da água, não há força que quebre esse vidro de dentro para fora!
É obvio que todo automóvel tinha que ter alavanca do vidro manual junto com o sistema elétrico, é a única forma de garantir a fuga de automóvel submerso ou levado pela água (e até degolagem e decepações por força do motor elétrico)!
Nem preciso comentar que nunca os bombeiros comentam que os corpos resgatados de carros levados em enchentes só morreram ou porque não sabiam nadar e ficaram paralisados ou ficaram presos pela inoperância de aparelhos que teriam que ser absolutos em eficiência, pois estão ali para salvar vidas e não executá-las!
Alguém acha que essa obviedade não é sabida pelos governos?
Da mesma forma que sabem que bafometro acoplado à ignição iria eliminar 90% das desgraças alcoólicas em estradas e vias urbanas!
Um bafômetro custa uns 100 reais, a maçaneta e a cremalheira do vidro uns 200 reais (preços de varejo), por conta de 300 reais (no varejo) muitos morrem, e assim mesmo a grande maioria, incluindo os falecidos e os parentes desses, entende que impostos são fundamentais para o bem conduzir da sociedade!
Em sociedades humanas de um passado recente, o papel educacional era das Mães e pais, que naturalmente ensinavam aquilo que os mantinha vivos, saudáveis e autárquicos, ensinavam a sobreviver e evoluir. Hoje, as mães e pais aceitam que o estado faça isso por imposição, obrigatoriamente, e seus filhotes aprendem a comer doces e frituras de merda, aprendem que vacina e remédios são o que mantêm a saúde, aprendem todo tipo de permissividade e, sobretudo, aprendem a dar a bunda e achar que buraco de cagar é órgão de sexuar!
Animais recebem suas lições de sobrevivência diuturnamente da MÃE, e humanos recebem códigos degenerativos de comportamento social para torná-los os mais degenerados, dóceis, estúpidos e dependentes possíveis, enquanto mães se perdem em toda forma de degeneração sexual sobretudo!
Uma pessoa não conseguir reconhecer as plantas comestíveis de sua região é algo abominável, pois são essas que o salvarão em caso de calamidade geral, pois estado nenhum de merda é capacitado a sobreviver diante de manifestações da natureza, ele é especializado é em matar os que ameaçam sua maldita hegemonia, o estado não trabalha para o povo, ele SEQUESTRA E ESCRAVIZA O POVO e, sobretudo, ASSALTA, SEQUESTRA, TRANCAFIA E MATA o cidadão que não se dobra a salafros parasitas e não percebe que aceitar ser preso EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA é o mesmo que aceitar ser estuprado, ser morto inclusive, pois preso ele não tem como se defender, ele É DO SEQUESTRADOR SEMPRE!!
Se o cidadão entendesse isso não existiriam prisões, nem polícias, e muito menos estados e seus salafros juizes, pois o cidadão que não tem nada a perder vai para o tudo ou nada e MATA o inimigo ou morre, mas não se deixa prender.
O estado é criminoso SEMPRE!
Saber plantar é obrigação existencial, saber cuidar de uma planta é causa e consequência de nossos existires, sem esse entendimento, somos débeis mentais entregando nossos descendentes como escravos em uma doente organização social sociopata SEQUESTRADORA E CASTRADORA!
E esses descendentes e nós vamos comer o que os escravagistas entendem que é o que merecemos comer (rações), e não será o mesmo que escolheríamos em sã consciência!
Não entender que tirar o direito ao plantio de nossa própria subsistência é SABOTAGEM é colocar a cabeça na guilhotina CHAMADA ESTADO de forma voluntária!
O estado é criminoso SEMPRE!
Uma planta pode ser tudo para uma pessoa em caso de calamidade, é remédio e comida! Um exemplo interessante, em mata fechada, são as folhas da família da taioba, como as do inhame, são grandes, em forma de coração encompridado, se forem amarelas ou verde-claras no veio central sobretudo, são alimento, mas, se são avermelhadas, são veneno!
Em uma situação de isolamento, o melhor é tentar observar o que os animais comem e imitá-los, mas sempre observando que muitos animais, sobretudo aves, podem comer coisas com muito tanino, quinino e outras toxinas que as plantas usam para se proteger dos comilões e usam de caulim para anular o veneno, comem barro, pois, em mata fechada, a alimentação é sempre complicada!
É interessante ter um cheiro sem defunto, pois necrófago assusta os bichos, dessa forma nada aprende com os bichos se escondendo!
Papo de sobrevivencialista pescando é muito bonito e romântico, mas não tem nada de sobrevivencialismo na essência, pois, no caos, não necessariamente consegue-se recursos para pesca ou acha-se peixes, mas as algas, cogumelos, folhas, frutos não fogem, assim, conhecer planta é mais eficaz! Fruto leitoso é preocupante, se for peludo, mantenha distância, pois é, inclusive, urticante. Passe um pouco do sumo do fruto em questão na pele interna na dobra do braço com antebraço, pois é fina e sensível, se causar irritação nas próximas duas horas é sinal que é perigoso. Em TVs, só o que existe é lixeira de glamourização de agriculturas dependentes da engrenagem escravagista, nada que se aproveite em termos de educação agricultural.
Como mostro, o estado é algo tão abjetamente abominável que me causa espécie ver tanta gente dar suporte inclusive retórico e entender legítimo esses excrementos que engenheiramente "catequizam" todos a serem os mais incapazes e abjetos que conseguirem, e ainda "premia" por isso os mais incapazes, ladrões, arrogantes, psicopatas, sociopatas, prepotentes e assassinos!
Se não tem calçado apropriado, é sempre adequado fortalecer a região do tornozelo, pois é o ponto frágil na caminhada! Folhas podem fazer uma luva, enroladas nos tornozelos. Um bastão é fundamental, e fazê-lo corretamente é interessante, dessa forma o canivete é algo tão ou mais importante que uma fonte de fogo, não por acaso os excrementos sicários do estado, se não conhecemos as leis, nos roubam canivete e salaframente proibem facas e ameaçam quem os portam. Certa vez, essa cambada me abordou, eu tinha um canivete pequeno (uns 7 centímetros de lâmina), os abjetos começaram com papo de que aquilo era arma, já estavam loucos para roubar o canivete (suiço victorinox, era de estimação, assim como um isqueiro que sempre andava comigo) ― na época, dizia-se que havia lei que dizia que não se podia portar canivete com mais de 10 cm de lâmina ― mas, conhecedor da lei, retruquei sem medo, esse canivete não é arma, é menor que 10 cm (naquele tempo polícias eram menos matadores e covardes que hoje em dia), e os cleptoides tiveram que deixar passar, muito a contragosto.
Como sempre digo: Agente da "lei" e bandido não são a mesma coisa, pois bandido é assumido, já o sicário do estado alega ser "otoridade" e ataca respaldado por leis criminais feitas por eles proprios, agentes do estado! Só que o estado é completamente bandido!
Mas mesmo sob o risco de ser roubado por essa camarilha, vale sempre ter um canivete no bolso, é defesa, é sobrevivência!
Caixa de fósforo é fundamental, mas tem que passar parafina na cabeça do fósforo até quase a metade do palito, pois impermeabiliza até onde não dá para infiltrar umidade nele. E isolar a lixa da caixa de alguma maneira (filme de pvc por exemplo), se possível ― essa caixa não é para usar, é para ter de backup!
Se tiver um veículo a gasolina, pode usar a fagulha das velas para fazer fogo, mas a precaução é fundamental, pois o choque é forte!
Andar com uma lente grande de lupa também faz a diferença, pois, quanto maior a área de captura de luz, mais forte é o feixe luminoso e mais quente. Hoje em dia, existem uns espelhos côncavos que têm um suporte no ponto focal e servem para acender cigarros e o que mais ficar no ponto focal.
O fogo é algo que SEMPRE temos que ter mais de uma fonte, isqueiros são pequenos e imediatos, coisa que temos que ter no dia a dia (no EDC, como dizem os sobrevivencialistas), o fósforo é o que já disse, são perfeitos, pois geram fogo forte, mas tem que impermeabilizá-los!
No mato, somos merda pura, pois não fomos treinados para sermos autônomos, ao contrário, quanto mais incapazes, mais o estado nos mantém sequestrados! Assim, qualquer elemento facilitador faz a diferença, pederneira é, sem dúvida, a mais eficaz forma de ter fogo, pois não se deteriora com nada! Mas nessa fossa porca chamada brasil, elas são caras!
Lanternas podem ser uma eficaz ferramenta, se entendemos que elas também nos denunciam aos outros.
Assim, facho forte é fundamental se usado com severa observância de nossa posição e premências (em caso de ataque, pode ser usada para ofuscar o inimigo), da mesma forma que o facho fraco, mas lanterna boa é cara!
E vale observar que uma pilha com carga com um pedaço de bombril fechando curto faz fogo!
Capacete é fundamental em cavernas, e até em combate reduz consideravelmente a área fragilizada e pode garantir boas cabeçadas! A cabeça deve ser protegida sempre, pois é a parte mais frágil em pancadas.
Botas são os calçados perfeitos para fuga, desde que não caiamos na água, nesse caso, são perigosíssimas, da mesma forma que qualquer equipamento que servem como âncoras!
Assim, vale sempre ter em mente que, equipados, só devemos nos aproximar de grande volume de águas se tivermos uma bolsa estanque, que pode inclusive boiar se ficar com bastante ar dentro.
Portanto, em evasões aquáticas, vale sempre uma boia (câmaras de pneu são perfeitas) ou algo similar antes de tentar, ou o risco de perder todo o equipamento ou até a vida não nos favorece a escolha aquática. Água é sempre caminho terminal, só se entra quando não há mais escapatória!
Um bastão é arma, é terceira perna, ponto de apoio e sondagem de terreno, é base para um bivaque meia-boca, é um quinto membro indispensável no mato, é tão importante quanto uma faca ou canivete!
Corda é ferramenta forte (paracord, que é muito forte, é legal, mas essas cordas são caras), seja qual for.
Cobertor de mylar é muito bom (é aquele plástico aluminizado), e é pequeno e barato, mas, repito, no mínimo, o canivete ou uma minifaca são viscerais! Observo que o camarada que faz o canal "Primitive Technology" é, em meu entendimento, o "CARA" no que tange o sobrevivencialismo, ter vídeos dele como vídeos "de cabeceira" é algo fundamental, sobretudo para quem usa smartfone.
O cara é literalmente o bicho, é o "civilizado" no estado de arte do sobrevivencialismo, é o sobrevivencialismo no estado da técnica e, se observarem, ele não fala nada, ele apenas faz!
Busco me espelhar nele na questão sobrevivencialista!
O conhecimento e o condicionamento de uma pessoa são tudo, sem eles, a pessoa fica à mercê dos elementos, inclusive os maus elementos!
A pedagogia é demagógica e a demagogia é pedagógica, e vivemos em coisa muito pior graças a essas duas!