O que somos? De onde viemos? Para onde vamos? Esses são os axiomas fundamentais dos "ergo sumistas" (os adoradores do pensar "Descartesianados"), e se tornaram as perguntas fundamentais das divagações dialéticas.
Vamos responder a essas perguntas sem devaneios ou lirismos, será de maneira pragmática, para que não mais percamos tempo com divagações inócuas, comadrescas e "botecais" enquanto a vida passa, pois a verdade está tanto lá fora quanto lá dentro, e é a mesma!
O que somos?
Em síntese, somos a Mãe Terra, parte de um todo indivisível.
De onde viemos?
Da Mãe Terra, somos produto de energias (matérias) doadas pela Mãe Terra para a construção de nossa consciência, somos, assim como tudo, produto de um sonho imponderável sonhado pela consciência chamada Terra.
Para onde vamos?
Temos como obrigação voltar à nossa totalidade, percebermos a Mãe Terra em sua totalidade, como ela percebe a si, e para isso temos que perceber a nós mesmos em nossa totalidade, o que implica em percebermos cada célula nossa como a nós mesmos, percebermos cada energia "kirliana" chacral como partes nossas enquanto entes completos em si. Temos que perceber cada parte nossa como um todo em si, completo, com suas questões particulares pertinentes àquele "universo" e horizonte.
Temos que viver a vida de uma hemácia, de todas as hemácias do corpo, de todas as possíveis consciências de nossa totalidade, inclusive aquela que, de tão pequena, não temos como sequer mensurar, a infinitezimalidade de um átomo.
Chegando a isso, seremos "uno conosco", quando então poderemos perceber qual o repto de nossa amada Mãe Terra, pois a perceberemos com nossa totalidade, e teremos o vislumbre da "segunda fase do jogo" (não será a décima, ou quinta, ou...?), e aí só a Mãe Terra sabe!!!
Mas para chegarmos a isso, teremos que entender que atingir a totalidade é buscar e vivenciar a unicidade com em cada parte do todo, é ser árvore, ser inseto, ser núvem, ser água, ser uma bolha, ser toda e qualquer coisa, e ter consciência de tudo isso!!!
Como vemos, a vida realmente É infinita, mas para chegarmos à próxima fase, não podemos morrer, ou teremos que começar do zero mais uma vez, a vida será sempre infinita, até que se acabe.
Entendendo isso, podemos, em vez de perder tempo com prolixos e pró-lixos papos e devaneios, começar a buscar preservar em nós a única coisa que faz a diferença na questão evolutiva: energia. E energia não se ganha batendo papo, se perde; energia se ganha otimizando atitudes, tornando-as pragmáticas, econômicas e absolutamente eficazes, atos que, realizados com o menor dispêndio de energia (em todos os sentidos), produzam o resultado ótimo; isso, por si só, é um tremendo desafio!
Claro que muitos acharão os "serás" do que afirmo, mas para provar que é tudo cartesianamente óbvio, vou me limitar a narrar o que são nossos métodos auferidores.
O que afirmo é uma proposta geocêntrica levada ao seu estado de arte.
O que vemos (isso conta para todos os cinco sentidos e outros, caso hajam), seja onde for, é resultado de uma permissão da Mãe Terra, porque nossos olhos (nós todos somos, em síntese, frutos exclusivos da Terra, e cada órgão é método perceptivo, é resultado criativo dela) só percebem nos espectros pré-estabelecidos por ela, seja filtrando ou deixando de filtrar os espectros pertinentes.
Quando usamos um telescópio para observar os astros, estamos usando muito silicato para isso, tanto lente quanto espelho e também elementos fotoeletrossensíveis (radiotelescópios), todos são feitos de sílica predominantemente.
De resto, rola uma boa dose de prata, tanto para clarear lentes quanto para "reflexionar" espelhos, isso também nos radiotelescópios, pois prata tem propriedades fotoelétricas e é extremamente condutiva (eletricidade).
Estou descrevendo os "participantes" dos sistemas de amplificação ocular para que tenhamos em mente que TODOS eles (assim como todos os auferidores/amplificadores dos outros sentidos) são produtos da Mãe Terra, logo, tudo o que podemos ver com esses instrumentos é o que é "permitido" ver (perceber) pela Mãe Terra. Ou seja, o fato de vermos sol, lua, estrelas, não quer dizer que esses estejam lá, quer dizer que a Mãe Terra quer e ou permite que enxergemos nessa configuração!!
Quem acha que fomos a Lua, Marte, Vênus etc., lembre que todas as ferramentas que, em tese, foram para o espaço, foram feitas de materiais da Terra. Tudo que tenha envolvido esses lançamentos ao espaço é feito exclusivamente de componentes da Terra. Quando achamos que estamos indo a outros planetas, na verdade, podemos estar indo a outros mundos, e todos esses são, pura e simplesmente, a Mãe Terra, em suas inúmeras possibilidades dimensionais. Sequer temos como saber quais são as verdadeiras fronteiras da Terra!
O que posso afirmar com certeza é que tudo não passa de um sonho da Terra, nós nunca saímos dela, só o faremos quando nos tornarmos uno com ela, aí entenderemos o "fora" e não o dentro, que é o que percebemos até então.
Prova matemática do que afirmo?
Teoria dos conjuntos!
A Terra nos contém, nós estamos contidos na Terra, logo, tudo o que podemos auferir é a Terra, em nossas limitadas fronteiras! Um exemplo do quão bizarro isso é: pedir para uma célula do corpo explicar o que é o mundo que nos cerca, e consequentemente a cerca também, ela terá as mesmas ferramentas e dados que nós no entendimento da Terra.
Quando formos tal e qual a própria Terra, conteremos tudo o que a Terra é, e aí saberemos a qual conjunto ela pertence; até lá, só nos resta sonhar o sonho que ela nos impõe! E depois, voltaremos à estaca zero, seremos uma parte de um conjunto onde a Terra está contida e nada contém! Será desbravar o mundo sonhado por algo que sonha a Terra.
Parece que chegamos a aquela velha e irredutível verdade: o que está em cima está embaixo!
Assim sendo, só nos resta, economizando nossa energia, ampliar a percepção, o resto é balela! .
Quando percebermos em todas as direções, de todas as formas possíveis, usando todos os sentidos possíveis, aí estaremos realmente cumprindo tanto o nosso propósito, quanto o da Terra: abrindo as asas da percepção e viajando nelas!!!