Resetando aposentadoria

O que é aposentadoria? Entende-se como uma remuneração pelos anos de dedicação ao estado, em vez de dedicação à saude, por exemplo. Entende-se que o estado é o único beneficiário do trabalho do povo, pois, como já está explícito, o trabalho é sempre para os outros, pois quando é para nós entendemos com outros nomes como hobby, jogo, lazer. Ou seja, o trabalho visa suprir algo ou algum recurso que falta a alguém, e esse alguém se dispõe a pagar para quem tem tal recurso, para ter esse recurso à sua disposição.

Entendendo isso, fica claro que, se dependesse de recursos, estaríamos fodidos, pois o que impera é a mesmisse e a falta de criatividade.

Daí, aparece o "cabidismo" de emprego que, ao contrário do que se pensa, não é uma exclusividade do serviço público, é regra em toda a estrutura da proposta democrática, despótica, comunista, e outros regimes "representantes" dos ensejos do povo. Esse cabidismo é exatamente para que se mantenha o inútil ocupado em fazer nada, buscando dessa forma acalmar a imbecilidade latente dos cidadãos, que em sua grande maioria são absolutamente sem recursos. Logo, para evitar que milhões de "sem recursos" se empenhem a fazer algo inapropriado, criam-se os empregos, aqueles afazeres que mantêm ocupados os sem recursos, evitando que se jogue a merda no ventilador, na mais crua e simples descrição.

E são exatamente esses sem recursos os que ganham lautas aposentadorias, o resto recebe o suficiente para que não se torne um fardo social maior do que o que já foi durante seus anos de labuta e estudo. Entendamos que os estudos nada mais são que a adestração imposta por um estado, e de forma nenhuma se configura como algo mais do que isso, pois ao estado interessa a sobrevivência DELE PRÓPRIO e não a do cidadão, o cidadão é apenas uma célula e, como tal, substituível, e isso em todas as instâncias, seja cidadão alfa ou ômega, são todos substituíveis.

Um cidadão (célula) que faz o que lhe foi ensinado, adestrado, não necessariamente é bom naquilo que faz, ele faz o que lhe foi imposto e, na imensa maioria das vezes, os cidadãos não fazem a coisa certa, e a razão é simples, falta inteligência!! As pessoas não conseguem "pensar" em algo que foge às regras do "manual de instrução". Isso não existe, se a coisa está errada na origem, vira uma bola de neve, digo, de merda, que só aumenta e, quando bater em alguma coisa, será merda para todo lado!
É exatamente onde se encontra a humanidade, nos metros finais para a chegada da superbola rolante!! Mas isso é uma outra história...

O que estou mostrando é que, como a maioria das pessoas não produz NADA, pois "burrocracia" não gera nada, serviços não geram nada.
Resumindo: toda e qualquer "profissão" que não gere fatos e produtos, não gera nada!

Mas isso é exatamente o serviço público e estruturas de serviços, sobretudo os bancários que são os que mais se beneficiam com a não produção, com o andar para trás. Em vez de gerarem alguma coisa, apenas atrapalham e ainda ganham com isso!!!

Um agricultor, professor (de verdade, e não imbecis repetidores de dogmas da "religiência"), mecânico, pedreiro, carpinteiro, lixeiro, ferreiro, médico (de verdade, sem qualquer remuneração pela doença, só pela manutenção da saúde ou cura), todos esses geram alguma coisa, geram produto, geram saúde, geram algum tipo de melhoramento.

Mas a estrutura do estado (salvo forças armadas, em tese) e de serviço só se beneficiam com a preguiça alheia, com a cupidez, inveja, embromação, nepotismo, corrupção, prevaricação, fornicação e religião.
Tais estruturas, representadas pelos setores de justiça, polícias, tributos, políticos, sindicatos e 90% dos serviços praticados por todos os funcionários públicos, no geral são absolutamente inúteis, só atendendo às mais abjetas criaturas mascaradas de cidadãos, pois são "serviços" oriundos do próprios vícios redibitórios de uma sociedade degenerada. Por exemplo: só existe polícia porque existe injustiça social (criação da sociedade) e concentração de renda, e sobretudo crime praticado pela própria proposta social e suas constituições; só existe juiz porque os cidadãos já estão degenerados ao ponto de não terem nem um átomo de bom senso, e assim se sujeitam a acatar a opinião alheia sobre pendengas que dizem respeito exclusivamente a eles e não a um cidadão que é naturalmente incapaz de quantificar o prejuízo alheio, pois não foi o prejudicado, e como tal serve apenas para que os covardes se utilizem dessa opinião "isenta" para lavar as mãos a lá poncio pilatus em vez de buscar a justiça da única forma plausível, com os próprios meios. E são esses que vão ganhar rechonchudíssimas aposentadorias, e aí, depois de 35 anos fazendo ou nada ou merda, esses personagens recebem o mesmo e mais um pouco para ficarem ociosos em "fazer" nada!! Só que aí, essa turma resolve fazer aquilo que o estado havia inibido com a atribuição dos tempos de serviço, ou seja, deixar quem nada sabe sem fazer nada!!

E é nesse tipo de situação que encontramos os aposentados que, apesar de não fazerem nada, ainda se acham no direito de serem prioritários, e o pior, sempre com a alegação infame de que estão cansados de trabalhar (alengando já terem contribuído muito para a sociedade, só que, se o tivessem feito, a sociedade não estaria nessa lama moral, não haveria injustiça social, não haveria filhote de milionário conseguindo inverter o ônus das provas e não haveria crianças marginalizadas, e não haveria...) ou que a saúde está mal, só que não se lembram que se estão mal, é porque não se cuidaram, é porque em vez de fazerem uma ioga (dizem que é "o" ioga, mas como sofro de misandria galopante...), preferiram ver faustão e comer pipoca (de micro-ondas, é claro), preferiram ficar observando a vida dos vizinhos para fazer fofoca, ou ver fofoca virtual na TV. Ou seja, se estão doentes, é porque sempre optaram por ser pusilânimes, personagens que preferiram viver o sonho alheio em vez do seus próprios. O fato de estarem vivos já é uma benevolência desnecessária, pois a substituição do velho, obsoleto, é fundamental para a manutenção da humanidade (não confundir com sociedade, não é dela que falei) com qualidade e merecedora de perpetuação, que dirá atrapalhando a vida alheia por se sentirem merecedores de tratamento diferenciado (e imaginar que os animais velhos se afastam para não comprometer o grupo!! E nós é que somos racionais, colocando a humanidade para carregar fardos inúteis resultados de vidas inúteis).


Tudo isso que coloquei foi para entendermos que existe um custo social por conta da aposentadoria do funcionalismo público, que representa a brutal maioria do déficit público na previdência. Não esquecendo que essas aposentadorias são privilégios de funcionários de estatais também.
E isso acontece por conta da incompetência dos agentes do estado que são escolhidos por concursinhos, onde escolhe-se o mais adestrável, e não o mais apto, o que aliás é o óbvio, visto que o estado nada faz, além de criar "burrocracia" para criar uma significância para si.


Além desse custo social, existe o custo moral, e esse é impagável!
Pensemos o seguinte: se as pessoas fizessem o que gostam, e tal gosto fosse profícuo (por exemplo, uma pessoa que gosta de construir casas, onde por paixão atinge um grau de excelência em sua profissão), qual seria o sentido de se aposentarem?

Eu, por exemplo, faço o que gosto, adoro minhas profissões, por que maldita razão eu pensaria em me aposentar, se o que faço é exatamente o que gosto, é minha razão de viver?? Isso é INVENÇÃO de vagabundo safado, parasita!!!! Eu não vou parar de fazer o que sei e gosto de fazer, e quando parar é porque é para parar de vez, e espero sinceramente que eu, nessa hora, esteja forte o suficiente para procurar um lugar viajante para esperar a morte chegar, e fazê-lo eu mesmo, com minhas próprias forças.

Uma pessoa que aposenta espera que os outros cuidem dela, seja com proventos financeiros, seja com perda de tempo mesmo. Ou seja, moralmente é uma pessoa sem muito do que se orgulhar, é um parasita, que apesar de estar no fim da vida, vai preferir encher o saco furando fila em todo canto a sair andando só para dar um rolé mais longo sobre a imensa é insubistituível mãe de todos. Nunca ouvi falar de agricultor de oitenta anos ficar de conversa fiada com atendentes, atrapalhando a fila com sua carência de atenção para o "pobre velhinho".

Em vez de ficarmos decrépitos, podemos, ao perceber que começou a "queda" acentuada, aceitar que chegou a hora de dar adeus aos próximos e partir. Não quer dizer que vai morrer, mas quer dizer que já fez o que tinha que fazer e não há arrependimentos, pois se garante de que fez bem-feito e dessa forma se sente livre para conhecer mais do mundo, e com isso provavelmente viverá mais tempo e viverá para si, sem depender de ninguém, pura e simplesmente!

Dessa forma, em vez de egoistamente deixarmos só uma imagem digna de deploração e pena (é incrível como o medíocre ama que os outros sintam pena de suas mazelas), podemos deixar a imagem final de força e esperança, partindo para uma última viagem com altivez e dignidade. Isso para a moral é ótimo, e o mais interessante, é pedagógico, pois vai ensinar aos netinhos que a vida não pode ser só servir de esparro para um estado corrupto, tem coisa mais higiênica para se fazer da vida, e com certeza não passa pela aposentadoria marasmenta preconizada pelas mídia, instituições e "inconscientes coletivos"!!

Mesmo que as coisas não sigam o curso como o planejado, com essa meta final, a coisa acaba por se tornar nobre, por mais vazia que tenha sido nossa vida. Achar que uma "vida feita" é feita de filhotes e descendências é subestimar nosso potencial, e achar que apodrecer em meio aos filhotes e uma aposentadoria é o que há, isso é muito medíocre para ser nossos últimos atos por aqui!!

Aposentadoria é um recurso de "desforra" do cidadão, ele tolamente pensa "agora, depois de 35 anos de serviço, eles vão é me pagar!", mas não se toca que os "bons anos" ficaram lá atrás, perdidos no trajeto de ida e volta para o emprego, ou nos copos de chopp de happy hours, ou até nos papo com os "bróder" onde se tudo fala sobre coisa alguma.

O cidadão entrega seus anos mais vicejantes para uma estrutura que só faz merda e só busca beneficiar a ela própria, e acha que pode reavê-los depois de aposentado. Aí vira velho "modernoso", repetindo as mesmas imbecilidades que ele já deveria ter percebido que eram imbecilidades há mais de 30 anos!!

Resumindo a bagaceira: um personagem sem talento espera ter com seu trabalho algum talento (na sua acepção mais ampla talento é também sinônimo de grana), e sem talento aposenta para servir de fardo sem talento, mas com talento para os seus descendentes também sem talento em busca de talentos.

Quem faz o que gosta faz bem-feito, quem faz o que não gosta faz malfeito, só que quem se aposenta fazia o que não gostava, pois se fizesse o que gostava, não aposentaria. Logo, quem se aposenta, aposenta por ter feito aquilo que não gostava, malfeito e errado, o que nos faz concluir que pagamos para quem só fez merda, e aos que fazem certo, não pagamos nada!!!

E assim caminha a claudicante e "bengalada" humanidade.

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